segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Na senda da poesia....



Acerca da poesia, diz Sophia de Mello Breyner...

"A coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente do mar dentro do qual estava, poisada em cima de uma mesa, uma maçã enorme e vermelha. Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua e inteira. Não era nada de fantástico, não era nada de imaginário: era a própria presença do real que eu descobria. Mais tarde a obra de outros artistas veio confirmar a objectividade do meu próprio olhar. [...]


Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso. E se a minha poesia, tendo partido do ar, do amor e da luz, evoluiu, evoluiu sempre dentro dessa busca atenta. Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo. [...]

É apenas uma questão de atenção, de sequência e de rigor...".

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Harmonia das palavras... na música

Olá de novo...

Nova sugestão de interacção... ouçam a música de Paulo Gonzo... Sei-te de cor no seguinte link:
http://www.youtube.com/watch?v=5kDpP8r4rlw

Comentem a música, relacionando-a com o tema que estamos a estudar: o Retrato;

Deixem a vossa opinião sobre a Harmonia das Palavras desta música e ...

Apresentem sugestões de outras músicas PORTUGUESAS que possam encantar com a sua HARMONIA...

Até nova viagem na Harmonia das Palavras...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sorrisos....


" E percebi que os sorrisos servem para uma data de coisas, como por exemplo para tapar buracos que aparecem quando o mar das palavras se transforma em deserto." in: A Lua de Joana

domingo, 21 de setembro de 2008

Saudação….




"O que eu quero principalmente é que vivam felizes"


Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.


"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei oujá esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos."


Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

Sebastião da Gama, Diário

sábado, 6 de setembro de 2008

Novo ano começa....


É hora de despertar... um novo ano lectivo está à porta...novos desafios se avizinham...
É hora de partir rumo aos novos mundos... numa viagem pela HARMONIA DAS PALAVRAS....
A TODOS UM EXCELENTE ANO LECTIVO....