" O amor é mais do que querer, desejar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes" Margarida Rebelo Pinto, As Crónicas da MargaridaComenta a citação anterior, referindo-te ao amor vivido por Baltasar e Blimunda em Memorial do Convento. Dá a tua opinião acerca da importância deste sentimento na vida do ser humano.
16 comentários:
O amor de Baltasar e Blimunda é um amor que infelizmente na actualidade é difícil de encontrar, cada vez mais as pessoas perdem noção do que é amar e não sentem necessidade de o fazer.
Tudo o que estas personagens fazem e a maneira como vivem o seu amor me fascina, penso que eles vivem tudo muito intensamente, o que nem sempre é mau. Estes partilham tudo o que lhes pertence e entregam-se um ao outro sem medos porque sabem que se amam.
Na minha opinião, o amor é algo que se constrói, não se compra e não se molda.
Para mim o amor é algo único, e que tem um valor insubstituível na vida de cada um de nós. Todos nós temos a necessidade de amar de ser amados.
O amor é algo inigualável, é algo que cada um sente à sua maneira. Não podemos dizer que uns se amam menos que os outros só porque se amam de forma diferente.
Como no caso dos homossexuais, quase toda a gente os despreza e os olha de lado por terem uma orientação sexual diferente mas esquecem-se que estas pessoas são seres humanos iguais a todos os outros e que também têm sentimentos e que têm a necessidade de amar e de serem amados.
Em suma, penso que o amor é essencial na vida de qualquer um de nós, sem eles não seriamos nada.
O Amor no Memorial do Convento...
Baltazar e Blimunda conheceram-se a 26 de Junho de 1711.
Baltazar e Blimunda são um casal transgressor dos códigos oficiais e sociais. Têm uma integração mútua e perfeita; partilham o amor sem limites; não procriam (entregam-se um ao outro por amor, não olhando a limites, lugares ou datas); o silêncio é o canal de comunicação (amor intuitivo, natural); entendem-se através do olhar.
Baltazar morre e 18 de Outubro de 1739, 28 anos sem que o seu amor enfraquecesse.
O Rei e a rainha tinham um casamento de conveniência, sem amor; com obrigações e datas marcadas. Ainda existia as traições do rei.
Ao longo do romance o narrador opõe a vivência amorosa destes 2 casais: Blimunda e Baltazar e D. João com D. Maria Ana. As diferenças entre ambos são evidentes e tornam-se ainda mais acentuadas com a caricatura e tom irónico usado pelo narrador na descrição do casal real.
Enquanto Baltazar e Blimunda partilham um amor-perfeito, entregando-se um ao outro sem olhar a datas ou lugares, o rei e a rainha encontra-se unidos por um casamento de conveniência que tem como objectivo a obtenção de herdeiros para a coroa portuguesa. Na relação dos monarcas tudo é assumido como um compromisso e, até as relações sexuais, são para o rei uma obrigação que ele cumpre em datas previamente definidas.
Outro aspecto que distingue os dois casais é a fidelidade. O facto de Baltazar apenas se dar a Blimunda opõe-se às constantes traições praticadas por D. João V.
Para mim, o amor verdadeiro era o de Baltasar e Blimunda, sem dúvida alguma. É um amor, que é distinguido com facilidade.O casamento do Rei e da Rainha, era de conveniência, sem existência do amor.
Acho formoso este amor verdadeiro entre Baltasar e Blimunda, pelo facto de serem felizes, apesar das dificuldades a nível das necessidades básicas, como a nível social.
Foram dois venturosos, porém alcançaram todas dificuldades/obstáculos encontrados e enfrentaram tudo pelo amor verdadeiro que sentiam um pelo outro.
É de facto, que são dois vitoriosos, que sabiam e sentiam o Amor Puro. Hoje em dia, ainda existe o amor verdadeiro, mas é difícil de encontrar. Posso dizer, que o amor faz parte da nossa vida, do nosso ser, para que a vida seja útil e recompensada.
Contudo, o amor é essencial para todas as pessoas, todavia faz parte de cada um de nós.
Ana Sofia Almeida
Na minha opinião este género de amor só é possível nos livros, amor como o de Baltasar e Blimunda não existe na vida real, a ligação que existe entre eles é um exagero por parte do escritor. Quando amamos uma pessoa queremo-la, desejamo-la, sonhamos com ela, e por consequência disso apaixonamos. Numa relação tem que haver partilha, amor, compreensão, mas também tem que haver privacidade, aspecto bastante importante que não existia na relação de Baltasar e Blimunda. Mas o amor deles na obra de Memorial de Convento é bastante importante para dar a perceber aos leitores que o amor deles não é nenhum contrato, e que a relação deles não existe simplesmente para procriar, o que é o caso do casamento entre D. João V e D. Maria Ana Josefa. Para concluir, posso dizer que o amor de Baltasar e Blimunda é um exagero mas que na obra é bastante importante para podermos fazer uma comparação entre um casal do povo e os reis.
O amor é um sentimento inigualável, que tem um grande poder sobre nos. Este pode ser bom, na medida certa, ou mau se o usarmos como uma espécie de amor ódio contra os outros.
No Memorial do convento existe então dois tipos de amor, o que serve apenas para procriar e o amor verdadeiro e vamo-nos centrar apenas neste último, no amor de Blimunda e Baltasar. O amor destes dois é incrível, podemos dizer que foi por magia o amor que os uniu.
Como na citação temos “É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites” e de facto foi o que eles fizeram, viveram sempre uma vida de partilha, como podemos ver através de um gesto simples da partilha da colher, e numa entrega sem limites, já que apesar de tudo o que eles passam nunca se traem um a outro e Blimunda procura-o afincadamente durante nove anos sem desistir.
Na minha opinião este tipo de amor tão profundo e intenso é quase impossível nos dias de hoje, devido a vários factores. Porém ainda é possível encontra-lo.
Para mim o amor é um sentimento imprescindível ao bem-estar do homem, pois só assim consegue viver junto dos que lhe são mais queridos, é a partir do amor que se criam laços afectivos para toda a vida, este é sem dúvida dos mais maravilhosos sentimentos que podemos vivenciar. Poderíamos tentar chegar a uma fórmula perfeita do que é o amor, mas nunca chegaríamos realmente a saber as sensações que por ele temos.
O amor tem sobre nós um sentimento que muitas vezes não sabemos explicar, mas isso também não importa explicar, simplesmente compensa sentir e apreciar. O amor de Blimunda e Baltasar é uma história de amor, na minha opinião fabulosa. Estou plenamente de acordo que numa relação amorosa, acima de tudo tem de existir amor, mas não é apenas isso que importa. Entre um casal que se ama tem de existir confiança, partilha de todos os momentos, apoio mútuo, dedicação, carinho, preocupação entre muitos outros aspectos. A partilha de um obejecto numa relação e´muito bom, pelo facto de existir amor e acima de tudo uma grande complicidade, na relação de Baltazar e Blimunda é exactamente isso que acontece, eles acima de tudo pretendem demonstrar que não é preciso casar ou até mesmo ter filhos para se ser feliz.
O amor verdadeiro de Blimunda e Baltasar, dá-se no auto-de-fé quando a mãe de Blimunda é condenada pela inquisição, mandada para Angola, acusada pelo ajudaísmo.
Blimunda de Jesus é “baptizada” de Sete-Luas pelo Padre Bartolomeu de Gusmão, pelo seu misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pessoas, ou seja, vê às escuras, e Baltasar tem o ápodo de Sete-Sois, porque vê às claras.
Baltasar um homem simples, elementar, fiel, terno e maneta, aceita a mulher que o destino lhe ofereceu, Blimunda.
Baltasar e Blimunda, ambos apaixonados e encantados, submete-nos a um amor carnal e espiritual, encontro de corpos e almas, um amor verdadeiro eterno, que permite-nos conhecer o espaço da obra. Partilham um amor puro, sem procriação, entregam-se um ao outro livremente, sem olhar a limites.
Nada os consegue separar, até as alcunhas os une, pois onde há um sol terá de haver uma lua. E só a presença harmoniosa um do outro torna habitável o seu amor.
Baltasar e blimunda são como se fosse um só. Blimunda entrega-se virgem a Baltasar na sua própria casa, com quem partilha, despida, o amor erótico, o mesmo espaço, o mesmo pensamento, a mesma vontade e o mesmo segredo.
Comunicam-se através do silêncio, conseguem-se perceber um ao outro por telepatia, um amor intuitivo, natural. Blimunda espera que ele acabe de comer para comer com a sua colher. O Padre dá a bênção, uma bênção especial, declarando-os casados. Blimunda sem falar já quer ser de Baltasar. Entendem-se através do olhar. A colher simboliza a partilha sem limites, compromisso sagrado.
Ele prático, queria saber o que estava ali a fazer na casa de Blimunda, ela intuitiva, sentia as coisas, não tinha explicação para elas. Têm prazer erótico, sem convenções.
Ambos estabelecem a ligação entre os dois planos, Construção do Convento e Construção da Passarola.
Baltasar e Blimunda, partilham a vida e o amor, um amor fantástico surgido no primeiro encontro, através de um simples olhar, que marca o seu destino quer no encontro quer na separação.
Blimunda recolhe as vontades antes de as pessoas morrerem, pondo em risco a sua própria vida, Baltasar é encontrado pela Blimunda a ser queimado, condenado pela inquisição. É morto porque é apanhado com a passarola a voar.
Formam 28 anos de amor total, um amor impossível e inexistente.
Ao longo do “Memorial do Convento” surge dois amores. O primeiro amor que surge é de D. João com D. Maria Ana Josefa. E o segundo surge com Baltasar e Blimunda.
O amor dos Reis, o primeiro amor que surge na obra, não é um amor de verdade, é um amor de conveniência. D. João casou-se com D. Maria Ana Josefa e nem a conhecia. Vivem os dois em quartos diferentes, pois a rainha dorme sempre com o cobertor grossíssimo. Estão juntos duas vezes por semana para que o rei consiga engravidar a rainha. Esta tarefa tornasse muito complexa e cheia de éticas e a rainha demora a engravidar. Não se sabe ao certo de quem é a culpa, mas no “Memorial do Convento” diz que a culpa é da rainha. A rainha chega a sonhar com o seu cunhado, Infante D. Francisco, o que prova que este amor era por conveniência não por amor real/verdadeiro. O rei tinha amantes, muitas delas eram freiras, e o rei até tinha um filho de uma freira.
O segundo amor surge entre duas pessoas humildes e sem grandes valores, pessoas do povo. Este amor entre Baltasar e Blimunda era totalmente diferente em relação aos Reis. O amor surge no Auto-de-Fé onde a mãe de Blimunda por telepatia consegue transmitir à filha que o homem que se encontrava junto a ela, é o ideal para ela. Era um amor com paixão, dedicação um pelo outro e de pleno entendimento total entre ambos. Andavam sempre juntos, nunca se separavam. Os 28 anos que os dois estiveram juntos, nunca desmoralizou, fui sempre um amor muito forte e de entrega total. Baltasar e Blimunda nunca traíram, tinham fidelidade um ao outro.
Como se pode observar, estes dois amores existentes no “Memorial do Convento” são muito diferentes um do outro. Apesar de Baltasar e Blimunda serem do povo conseguem superar todas as peripécias que encontram e o amor permanece “vivo”, enquanto que o amor dos Reis é uma grande “farsa”.
O amor é um sentimento magnífico e incomparável. É sem dúvida dos sentimentos mais bonitos que existem.
Amar é das coisas que toda a gente devia de fazer na vida, de uma maneira ou de outra, homens ou mulheres, não há quem não goste de ser amado. E isso faz-nos bem e completa-nos.
Amor, só deve ser considerado assim quando este é sentido pelas pessoas envolvidas.
Não é pelo facto de dizermos que amamos alguém, que já sentimos amor… isso é falsidade.
Um gesto, um carinho, um acto afectuoso demonstra-nos o quão soberbo é este sentimento. Pois os actos valem mais que mil palavras que possam ser ditas!
As palavras esquecem-se facilmente, os actos ficam na nossa lembrança por muito, muito tempo…
Dizer que amamos alguém é muito fácil, mas sentir é mais complicado. Poucas são as pessoas que sentem amor verdadeiro a alguém, mas vivem a vida a iludir o companheiro(a) e a iludirem-se a elas mesmas.
Não é aprazível dizer “amo-te” se realmente não é isso que se sente.
Na obra Memorial do Convento, o amor tem duas vertentes distintas; o amor verdadeiro, sincero, raro e único, de uma perfeição tremenda como o é o das personagens Baltasar e Blimunda e o amor por imposição e aparência, que nem se devia designar por amor, pois este não existe, como é o do Rei e da Rainha.
Acho formoso o gesto delicado e amoroso que Blimunda tem com o Baltasar no capítulo da obra em que começa a história destes dois apaixonados.
A partilha da colher, por exemplo, mostra que a ligação que ambos têm um pelo outro é muito forte, embora mal se conheçam. Não existe nojo ou repugnância entre eles, embora se conheçam á pouquíssimo tempo.
No caso da rainha e do rei, estes nunca seriam capazes de ter tal gesto um com o outro pois não há sentimento, não há ligação nenhuma entre eles, apenas são casados porque têm que ser, pois a classe social assim o exige. E ai esta a grande diferença no sentimento que une Baltasar e Blimunda do Rei e da Rainha.
A união, o carinho, o afecto, a ternura que estas personagens sentem uma pela outra, o facto de viverem intensamente cada momento e cada pormenorzinho das suas vidas em comum, remete-nos a entender que este sim é um amor verdadeiro. E que realmente é o amor que todos sonhamos ter e sentir, não só as raparigas, penso que os rapazes também sonham isso. E esse amor, nos dias de hoje ainda existe. Basta procurar e construí-lo dia após dia através de sentimentos sinceros, actos e momentos verdadeiramente autênticos e sublimes.
O amor traz-nos felicidade e não há quem não queira ser feliz, e disso eu tenho a certeza.
O amor de Baltazar e Blimunda é um amor extremamente verdadeiro.
Conheceram-se durante um auto-de-fé no dia 26 de Julho de 1711 e desde então nunca mais deixaram de se amar.
Ambos vivem um amor natural, sem regras e bastante instintivo.
Este amor verdadeiro e eterno, tem como base o amor carnal, o amor espiritual e o encontro de corpos e almas.
Apesar de Blimunda ter o dom de ver o interior das pessoas quando está em jejum, esta promete que nunca olhará Baltazar por dentro, porque amar alguém é aceitar essa pessoa sem reservas.
Blimunda e Baltazar partilham a vida e o amor, um amor fantástico que surge logo no primeiro encontro, numa troca de olhares, e exprimem uma paixao verdadeira, sem compromissos e limites.
Ainda partilham entre eles uma colher que tem como simbologia o compromisso sagrado e o facto de Blimunda fazer uma cruz no peito de Baltazar no lado do coração com o seu sangue, é um ritual fora do comum, mas que tem uma simbologia bastante importante para o amor destes.
Já o amor entre o rei e a rainha é completamente diferente, estes têm um amor de conveniência.
Vivem separadamente, não comunicam e dormem em camas separadas e aparecem vestidos nos encontros sexuais.
Mantêm relações apenas no quarto da rainha, como uma obrigação para ter herdeiros.Já a rainha tem um cobertor que tem como simbologia o afastamento, a separação que marca o casamento de conveniência entre ambos.
Contudo, nos dias de hoje é muito dificil viver um amor como o de Blimunda e Baltazar e até mesmo um amor como o do rei e da rainha.
Mas quando se ama de verdade alguém, somos capaz de tudo para ver essa pessoa bem e feliz !
Na obra “Memorial do Convento” da autoria do escritor José Saramago, está presente o poder do amor entre duas personagens, Blimunda e Baltazar. O leitor depara-se com dois tipos de amor antagónicos ou relações amorosas opostas, caracterizadas por dois grupos distintos de personagens.
Por um lado, temos o casal real, composto pelo rei D. João V e D. Maria Ana da Áustria, e por outro, o casal composto por dois elementos do povo, Blimunda e Baltasar. De facto, ao longo de toda a obra, o narrador vai opondo a vida amorosa ou vivências amorosas entre estes dois casais, cujas diferenças estão presentes nas formas de tratamento vivenciadas pelos elementos de cada casal. Para além disto, podemos dizer que a comparação entre ambos os casais, delimita duas realidades distintas e levam-nos a caracterizar o “amor” como sendo de dois tipos: Amor por obrigação (casal real) e amor sem limites (Blimunda e Baltasar).
Assim, o casal real, considerados como personagens históricas, caracterizam uma relação com ausência de amor, um casamento de conveniência, marcada por obrigações, datas marcadas e pelas constantes traições do rei. Deste modo, esta relação surge em oposição à do casal formado por Blimunda e Baltasar, pois o rei encara a sua relação com a rainha, como uma mera forma de assegurar a descendência real.
A relação real é também fortemente marcada pelas infidelidades do rei, das quais tem filhos bastardos, e pela necessidade de arranjar um herdeiro para a sua coroa. Ao longo de toda a narrativa, o leitor nunca se depara com um gesto ou trocas de carinho entre os elementos do casal real. O relacionamento destes é mecânico e rotineiro, não pela capacidade de cada um dos membros do casal demonstrar o sentimento que possui um pelo outro.
Contudo, o rei e a rainha testemunham uma relação apenas carnal, reprodutora e quase animalesca, onde o rei desempenha o papel de “macho cobridor” e a rainha de “fêmea reprodutora”. Esta relação é de tal modo desprovida de sentimento que, a linguagem utilizada, como “cobridor” e “emprenhe”, sugere ao leitor que estamos a falar de animais e não de pessoas. Isto demonstra ainda o poder do rei sobre as vontades da rainha, que apesar da condição social elevada não possui vontade, opinião, voz activa nem liberdade próprias, sendo completamente passiva e submissa face às vontades do marido.
Contrariamente a este casal, temos Blimunda e Baltasar, os quais vivem um amor verdadeiro e pleno, entregando-se um ao outro, sem escolherem datas, lugares e apenas porque ambos se desejam, dedicando-se um ao outro por o prazer de amar. Uma das diferenças deste casal com o casal real é o facto de estes não terem filhos ao longo de toda a obra. Assim, eles partilham um sentimento ilimitado onde o silêncio é o meio de comunicação, entendendo-se através do olhar, representando um amor mais humano e não tão animalesco quanto o “amor” do casal real.
Para além disso, Blimunda possui liberdade de expressão, vontade própria e não se limita ao papel tradicional de mulher que é servir o marido e apesar de ser de condição social inferior à da rainha, acaba por ser mais livre e feliz.
O paradoxo entre estes dois casais é enorme, pois para além de oporem um amor animalesco, físico e por conveniência (casal real) a um amor mais humano, espiritual e sem limites (Blimunda e Baltasar), também opõe dois tipos de personagens: Por um lado temos as personagens histórias e por outro, as personagens ficcionais.
Para finalizar, acho que hoje e sempre foi assim, uma pessoa ou pessoas sem amor são pessoas muito sozinhas e tristes, e parece que têm aquela parte da vida completamente vazia, acabando assim por se tornar em pessoas, por vezes, gélidas. O amor é essencial ao ser humano. O amor entre duas pessoas é uma troca de carinhos e afectos entre ambas.
O amor: um sentimento partilhado por todas as pessoas e que as influencia levando-as a tomar decisões por vezes estúpidas.
Blimunda e Baltasar, personagens essenciais da obra "Memorial do Convento" e são a mostra do amor puro que raramente se encontra nos dias de hoje; isto porque existem interesses à "mistura", tal como nesta mesma obra, a aliança entre o rei e a rainha, que aparentemente era apenas e unicamente por dever.
O que unia Blimunda e Baltasar seria a sua cumplicidade, comunhão e amor real. Este casal não precisava de comunicar verbalmente, pois com um único olhar, já se entendiam. A prova deste facto é quando Blimunda convida Baltasar, nesta altura um perfeito desconhecido, a ir com ela para casa e desta forma ficaram juntos para sempre.
Eles nunca se chegaram a casar pela igreja, mas constituíam um casal que se amava de verdade,que se respeitava e era tudo natural e simples na sua relação.
São o que cativa o leitor à obra, e a magia da mesma.
Arlete Silva
Nos livros é nos dado muitas vezes o idealismo de algo, neste caso José Saramago pretende dar o idealismo do amor: " O amor é mais do que querer, desejar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes"
Esta é uma das frases bonitas que representa a beleza e a dor do amor, no entanto aplica-la é extremamente difícil, apesar de o amor ser algo natural, nós seres humanos transformamo-lo em algo muito complexo e quase impossível de atingi-lo. Mas para Blimunda e Baltasar (personagens fictícias) foi possível! E esta frase sem dúvida representa bem o amor entre os dois, pois para além de eles terem se querido, desejado, sonhado, amado e voado literalmente, eles entregaram se completamente e partilharam a vida inteira mesmo quando durante nove anos não se viram.
A meu ver, o amor vivido pelos dois é o auge e o extremo do amor, um pouco exagerado por vezes. Percebo que o autor queria dar o oposto ao amor aceite pela igreja e vivido pelos reis, mas dar como exemplo um amor tão íntimo e fugaz talvez tenha sido demasiado. Se todos fizessem como Baltasar e Blimunda, no primeiro encontro já se entregavam completamente (relações sexuais) e ninguém tinha filhos.
No entanto concordo muito com autor quando ele escreve sobre o casal acerca da partilha, da disponibilidade que tem para com o outro, da fidelidade e do eterno sentimento. Acho que isto sim, é um bom exemplo.
Todo o ser humano precisa de amar e ser amado, sabendo que este "amar" é mais do que uma palavra bonita, é sofrer, sorrir, dar-se, partilhar, entregar-se, chorar e esgotar-se completamente pelo outro. É viver não para mim, mas para o seu amado!
* Todo o ser humano precisa inevitavelmente de ser amado e amar, sabendo que este "amar" é mais do que uma palavra bonita, é sofrer, sorrir, dar-se, partilhar, entregar-se, chorar e esgotar-se completamente pelo outro. É viver não para si, mas para o seu amado!
O amor de Blimunda e Baltasar é uma história de amor completamente que só existe em livros, pois ninguém consegue perceber uma coisa através do pensamento. Embora que muitas vezes não consigamos explicar/transmitir o que estamos a sentir pela outra pessoa amada. Mas acho que este amor só existe mesmo em livros, porque na vida real não funciona assim.
O amor deles os dois mostra também o quanto eles se amamam e na verdade não é preciso casar ou até mesmo ter procriar para se demonstrar verdadeiramente o quanto se amam. É um amor completamente dificil de se encontrar nos dias de hoje porque hoje em dia o amor não funciona dessa maneira. É preciso tocar, partilhar, compreensão, privacidade, união, e as mentes de hoje não basta só "falarem" pelo pensamento.
Ninguém acredita e, provavelmente, são poucas as pessoas que aceitam este tipo de amor sem antes fazer qualquer tipo de julgamento. Na minha opinião, amor é amor e todo o amor é belo! Eu admiro bastante a capacidade de compreensão e cumplicidade entre dois amantes! Naturalmente, com o amor precedem vários outros sentimentos que nem sempre são fáceis de controlar e superar mas lá está, é como tudo na vida!
O amor entre Blimunda e Baltasar é um amor entre dois seres completamente diferentes um do outro e as suas personalidades não se podiam contradizer mais, no entanto, são estas diferenças que quando complementadas, tornam o belo em algo inexplicável!
Este amor não cai em exageros, porém é vivido com corpo e alma e da forma intensa que o amor obriga!
Joana Carvalho.
o amor de Baltasar e Blimunda só pode existir em livros. Porque ninguém na vida se apaixona por uma pessoa que vê passar na rua.Mas o amor de Baltasar e Blimunda é diferente para toda a comunidade por os dois ficam casados com o sangue que Blimunda deixa quando perde a virgindade com ele.
Na minha opinião este amor pode existir na realidade se as pessoas quiserem.
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